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Um dos grandes desafios da sociedade moderna é lidar com o volume de resíduos produzidos diariamente para realizar atividades da nossa rotina. Não apenas os descartes de papeis, plásticos e outros materiais aumentam todos os dias, mas também o volume do que chamamos de lixo orgânico.

O lixo orgânico é aquele que consiste em tudo que é originário de produtos animais ou vegetais. Em resumo, ele é tudo aquilo que você joga fora quando prepara alguma refeição na cozinha, por exemplo. E você sabe que produz muito lixo quando resolve cozinhar algo, não é mesmo?

Agora pense na realidade de um restaurante ou uma lanchonete. O volume de lixo orgânico produzido por esses estabelecimentos é muito grande — e pode ter um impacto muito maior no ambiente em que vivemos.

Foi pensando nisso que um projeto para transformar o lixo orgânico de restaurantes de São Paulo foi criado. Que tal conhecer um pouco mais sobre ele?

Instituto Guandu transforma lixo orgânico em adubo

A jornalista e especialista em sustentabilidade Fernanda Danelon é a responsável por repensar a maneira como restaurantes devem lidar com o lixo orgânico que produzem diariamente. Como não podem deixar de produzir esse tipo de resíduo por conta de sua atividade principal, era preciso encontrar uma forma inteligente de reaproveitar o material.

O Instituto Guandu, criado por Danelon, é responsável por transformar o lixo de grandes restaurantes da capital paulista em adubo para hortas urbanas. O projeto, além de minimizar os problemas relacionados com o volume de resíduos, ainda cumpre uma atividade sustentável e social ao oferecer soluções que beneficiam a população da cidade.

Coleta seletiva favorece a produção de fertilizantes

O instituto é responsável por auxiliar, até o momento, uma dezena de grandes restaurantes de São Paulo a realizar coleta seletiva, favorecendo o recolhimento de resíduos orgânicos e o controle do impacto ambiental que eles podem causar.

Após recolher o lixo, são aplicados métodos de compostagem que permitem que esse resíduo se transforme em um excelente fertilizante, especialmente por conta do grande volume de nutrientes encontrados nos restos alimentares.

Esse fertilizante é transportado para hortas orgânicas, evitando o uso de produtos químicos para favorecer o desenvolvimento das plantações e, ainda por cima, protegendo o meio ambiente de ações que poderiam ser prejudiciais, caso outras alternativas fossem adotadas.

Atividades complementares e educativas são fornecidas

Porém, não adianta apenas recolher o lixo orgânico dos restaurantes e transformá-los em adubo para realmente fazer a diferença e proteger o meio ambiente. Por isso, o Instituto Guandu vai além oferecendo treinamentos e palestras para toda a equipe dos restaurantes participantes, para conscientizá-las da importância do projeto, além de instruí-las a aproveitar melhor os alimentos e minimizar a produção de lixo.

A parte educacional desse projeto é, provavelmente, uma de suas etapas mais importantes, visto que visa o desenvolvimento dos indivíduos que participam direta e indiretamente das ações e permite que eles mesmos se tornem educadores e representantes dessa causa perante a sociedade.

Cuidar do planeta é uma obrigação de todos nós e ações como essa são importantes para mostrar que basta ter a vontade de começar para fazer a diferença.

Você conhecia o Instituto Guandu? Já visitou algum restaurante que é atendido por esse projeto? Deixe o seu comentário e conte para a gente!

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